quinta-feira, 12 de março de 2009

*Textos complementares

Um lodaçal imenso de vergonha e desgraça. Foi nestes termos que avaliei a pocilga que meus pais me deixaram. É lá que pessoas morrem e caem aos pedaços, comem-se, vivos ou mortos, ganham bolor e pus. Trabalha, como escravos a escavar covas no chão que deitam muito fumo, vapores tóxicos que abrem buracos no tecto. O Sol e o frio entram por lá e matam pessoas e animais. Existem guerrilhas e doenças e o lodaçal cresce de podridão, pois cada um caga onde come. O mais decadente é que todos acham que está tudo bem, que temos de sofrer, que é a vida.

1 comentário:

Anónimo disse...

É pá! Gosto da tua forma de pensar.
Eu cá estou entrando nessa fase do "não se passa nada", "está tudo bem", mas a transição não me é nada fácil. Detesto trabalhar em algo que não me alarga horizontes, nem o caral**...
Quero ser criativo, mas não está fácil. O trabalho esgota-me o escroto com uma pinta...

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