Passam a vida a dizer que a lama delas é melhor que a nossa.
E desdenham de todos.
E fazem grupinhos que nunca se separam, com segredinhos, risinhos, dedos a apontar, narizinhos torcidos.
Desdenham, também, umas das outras, mas só falam nas costas.
São as meninas de bem.
Odeiam-me, a mim e às outras meninas.
Suspiram pelos meninos, algumas.
Estão até à cinta em lama.
Cobrem-se nela freneticamente, rebolam-se, como porcos, fanáticas pela lama "mais boa que tu nunca vás pisar", como me dizem quando ela lhes escorre pela boca.
Não me interessa.
No fundo não passam de putas.

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